A vida útil do carro é afetada por uma série de fatores, como as condições das ruas e estradas em que o veículo transita, defeitos de fábrica e até mesmo combustíveis de qualidade duvidosa. A manutenção preventiva e frequente garante o aumento do tempo em que o carro pode rodar oferecendo o máximo de segurança e conforto.
Muitas vezes a ausência de cuidados do motorista podem ser determinantes para quebras e defeitos. Algumas dessas atitudes são causadas por desconhecimento técnico do funcionamento do automóvel e contribuem para o desgaste prematuro de peças e sistemas dos veículos. Outros hábitos surgem da falta de atenção ou de pura invenção mesmo, a popular “lenda urbana” geralmente acompanhada de um argumento técnico sem pé nem cabeça.
Listamos alguns destes hábitos de muitos motoristas. Fique atento enquanto dirige e faça a revisão do veículo, de forma periódica.
Dar aquela acelerada quando liga o carro
Principalmente na primeira vez do dia, dar partida e acelerar fundo para ouvir o motor roncar pode prejudicar uma série de componentes. Carros modernos, e até mesmo os mais antigos cumprem um checklist do funcionamento geral toda vez que o carro é ligado. Aquelas luzes que acendem logo depois de girar a chave (ou apertar o botão, nos carros com Start&Stop) indicam que todos os sistemas estão em teste ou sendo acionados, por isso é recomendável acelerar somente após todas as luzes do painel se apagarem.
Quando o carro entra em funcionamento peças importantes como a bomba de combustível, bomba de óleo e outras, demoram alguns segundos para entrar em ação e lubrificantes essenciais não tem tempo de banhar todas as partes internas. Outra dica dos especialistas para aumentar a vida útil do carro é sempre dar a partida com o ar-condicionado e o som automotivo desligados evitando assim a sobrecarga da bateria.
Deixar a mão na alavanca de câmbio
Descansar a mão segurando a alavanca de câmbio também pode prejudicar a manutenção do seu carro. A pressão da mão faz com que as peças responsáveis pelo engate das marchas fiquem em posição de pré-acionamento, provocando um atrito excessivo, desgastando componentes como engrenagens e anéis sincronizadores. O hábito pode fazer com que o motorista tenha dificuldades na hora de trocar de marcha ou forçar uma substituição de peças importantes antes do previsto.
Estacionar apoiando as rodas
O costume de virar as rodas para deixar o carro estacionado, principalmente em ladeiras e morros se encaixa na categoria de “lendas urbanas.” Os adeptos da prática alegam que em caso de falha no freio de estacionamento (freio de mão) o carro teria um backup, parando no meio fio. Os sistemas de direção e suspensão são projetados para aguentar trancos e solavancos, mas com o veículo em movimento. Abusar desses sistemas com o carro parado podem causar danos aos amortecedores do carro, mangas de eixo e barras de direção. O freio de estacionamento é perfeitamente seguro, desde que tenha a manutenção em dia e não venha apresentando defeitos.
Deixar o carro rodando na “banguela”
Mais uma mania na categoria de lendas urbanas. Com a desculpa de economizar combustível muitos motoristas deixam o carro rodar desengatado, aproveitando o embalo nas descidas. Além de forçar excessivamente o sistema de freios, desgastando discos e pastilhas, a prática é perigosa e pode causar acidentes. O ideal é combinar o uso do freio normal com o freio motor, reduzindo o impacto nas peças.
Apoiar o pé no pedal da embreagem
Pensando em agilizar o acionamento ou por pura distração, deixar o pé em cima do pedal de embreagem é uma ação comum e que reduz a vida útil do sistema. Disco, platô e rolamentos são afetados. Quando o pé fica no pedal, mesmo que de forma leve, afasta o platô do disco e promove o lixamento dele. A prática acaba desgastando o disco, molas e rolamentos em até 40%, podendo superaquecer o sistema e causando a quebra em curto ou médio prazo.